quarta-feira, 15 de junho de 2016

Encontro VI - Módulo I

Conteúdos trabalhados neste encontro:

Entendendo o “borrado/congelado” na prática.






Larry Clark - Da Série Tulsa - 1972 - 10 fotografias em preto e branco - 4x (14,5 x 21,5 cm) 6x ( 21,5 x 14,5 cm)






















O personagem fotógrafo, o olhar de dentro e o olhar de fora. Fotos dos amigos, de sua vivência. O tédio da Juventude/Armas/Drogas/A naturalização da morte. Trabalhos de diário.


Larry Clark (Tulsa, Oklahoma, 1 de janeiro de 1943) é fotógrafo e cineasta americano. Usuário de metanfetamina desde os 16 anos, Larry Clark cresceu em Tulsa, no interior dos Estados Unidos. Aos 18 anos deixa sua cidade natal para estudar artes por um breve período em Nova Iorque, até ser alistado para servir na Guerra do Vietnam. Aos 20 anos volta a Tulsa e publica seu primeiro trabalho, a série "Tulsa", que aborda as temáticas da violência, práticas sexuais e uso de drogas entre adolescente.






Seu trabalho ganha relevância pela relação que o fotógrafo estabelece com o fotografado, quando, mesmo não fazendo parte da imagem propriamente dita, é parte atuante da cena. Seu trabalho é autobiográfico no sentido de que transmite seu próprio passado pela imagem de outros. Seu trabalho expõe a falta de expectativa de uma juventude no interior dos Estados Unidos, através de uma narrativa que se relaciona com o cinematográfico, explorando o atravessamento entre a vida privada das pessoas fotografadas e a exposição pública de seu cotidiano, considerado tabu pela sociedade.

Para ver a série completa de Tulsa: http://imgur.com/gallery/N5AKP


Larry Clark também é bastante conhecido pelos seus filmes, onde trabalha com temática similar: Kids (1996), Ken Park (2002), O cheiro da gente (2014), dentre outros.

Segue link para introdução do filme Ken Park (2002) que assistimos no encontro.

quarta-feira, 8 de junho de 2016

Encontro V - Módulo I

Neste encontro conhecemos o trabalho da fotógrafa Francesca Woodman. A artista trabalha produzindo muitas imagens em longa exposição. A partir da apreciação de trabalho, conversamos sobre o funcionamento do 'obturador' da câmera fotográfica.





Série Angels, Francesca Woodman. 1977. Roma, Itália.

Seus trabalhos sempre em preto e branco utilizavam a própria imagem ou a de outros modelos. Muitas das suas fotografias mostram jovens mulheres nuas, com efeito meio "borrado" (devido ao movimento e longos tempos de exposição), fundindo imagem e ambiente, quase todas com os rostos velados. A artista, além disso, documentava seu processo de trabalho em Super 8.


Autorretrato aos 13 anos, Francesca Woodman. Boulder, Colorado. 1972.
Untitled, Rome, 1977-1978 © Francesca Woodman

Suas imagens e a teatralidade de sua obra nos inspiram a reflexão sobre 3 conceitos importantes da imagem:

SÍMBOLO - uma convenção

ÍCONE - uma semelhança

ÍNDICE - uma continuidade física



Untitled, Providence, Rhode Island, 1976






Para conhecer mais sobre a artista, Claudia Elias nos apresentou um catálogo de fotos da artista e trechos do documentário sobre ela.


O documentário completo, que apresenta a história da artista podemos assistir aqui:



Para ver mais obras, recomendamos este lindo videoclip com a musica da artista Laurie Anderson:






Existem dois mecanismos que regulam a entrada de luz numa câmera fotográfica: o obturador (shutter) e o diafragma (aperture).

O obturador é uma espécie de janela responsável por controlar o tempo de exposição do sensor à luz. Através do controle da velocidade desta cortina é que a luz entra na câmera. Assim, quanto mais tempo a janela fica aberta, mais luz incidirá sob o sensor.


O obturador se divide em três partes:

- a janela (moldura)
- a cortina (que abre horizontal ou verticalmente, dependendo da camera)
- o botão seletor (onde podemos regular o tempo de exposição)



O menor tempo de obturador aberto (velocidade rápida) CONGELA a imagem.

Jeff Wall. Milk, 1984


Com o obturador aberto por mais tempo (velocidade baixa) podemos produzir o efeito de imagem "borrada":


Francesca Woodman 'Space², Providence, Rhode Island, 1975-1978',
* Observações:

*Também neste encontro Claudia Elias nos apresentou um documentário sobre o fotógrafo português Edgar Martins, especialmente para que pudéssemos ver um trabalho com câmera de grande formato sendo realizado. Quem quiser conferir, só acessar o link

https://www.youtube.com/watch?v=WgpEgfthQs0

*Para esta postagem também pesquisamos em:
https://sites.google.com/site/tudosobrefotografia/tecnicas/iso---obturador---diafragma


http://www.revistacapitolina.com.br/francesca-woodman-e-selfies-surrealistas/

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Encontro IV - Módulo I



Neste quarto encontro fomos estimulados a pensar sobre nossos projetos individuais de fotografia.

A Professora Claudia Elias realizou uma dinâmica com o grupo: como descrever a sensação de uma vivência que tenha nos tocado? De ouvir uma música, assistir um filme, ler um poema, ler um livro?

Para o próximo encontro cada um deve levar um pequeno texto, dois parágrafos, impresso, que descreva esta sensação. É importante que a descrição seja da percepção, da sensação, da vivência, desta musica, livro, filme...

A dinâmica - e o dever de casa - é parte da preparação para o ensaio autoral que vamos desenvolver posteriormente.

Nos próximos encontros vamos conhecer nossas câmeras! Não faltem!!!!

CONHECENDO O LAB CLUBE

Tivemos também a participação especial da Fernanda Antoun, que apresentou o projeto Lab Clube.















LAB CLUBE é um núcleo do Coletivo Filé de Peixe voltado para a produção e reflexão em torno da fotografia experimental, investigando métodos fotográficos arcaicos e alternativos tais como cianotipia, van dyke, goma bicromatada,lumen print, tonalizações, revelações cruzadas e viragens químicas, dentre outras técnicas, cruzando métodos gráficos e fotossensíveis de formação de imagem.
Aglutinando artistas, fotógrafos, pesquisadores e teóricos em torno de um laboratório fotográfico mantido pelo coletivo em seu espaço/ateliê PEIXADA ARTE CONTEMPORÂNEA (PAC), o LAB CLUBE do Filé promoverá oficinas, palestras e análises de trabalhos, refletindo sobre a pertinência e relevância do uso de meios fotográficos experimentais em interseção com a arte contemporânea, estimulando o desenvolvimento de trabalhos e poéticas individuais e coletivas, viabilizando mostras, projetos expositivos e publicações periódicas.

Mais informações:
Instagram: @labclube

Facebook: /Labclubefoto