quarta-feira, 26 de outubro de 2022
Conferência inaugural - Luz, Imagem, Educação - Miguel Chikaoka
sábado, 22 de outubro de 2022
Primeiro encontro presencial - 22/10/2022
Neste primeiro encontro (22/10) no CAp-UFRJ aconteceram as apresentações do grupo de cursistas (estudantes de ensino médio, estudantes de graduação, professores e artistas visuais). Também houve a apresentação do projeto e o que investigamos ao longo desses nove anos.
Entrevista para ZUM, Miguel Chikaoka fala sobre sua formação e trajetória fotográfica
Livro: Navegante da luz, Miguel Chikaoka
https://issuu.com/kamarakogaleria/docs/navegante_da_luz_issuu
https://www.youtube.com/watch?v=FtVxoiidMq8&t=1020s
Camera Escura trem - Rosa Bunchaft
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2022
ARTE E CIÊNCIA: recebendo a pesquisadora Barbara Almeida (UFJF) - Encontro 6
No encontro do dia 16/02/2022 recebemos a professora e pesquisadora da UFJF (Universidade Federal de Juiz de Fora). Ela desenvolve projetos na área de química inorgânica, com ênfase em química dos processos fotográficos e trabalhos de divulgação cientifica. Possui Bacharelado (1999) e Licenciatura (2000) em Química Fundamental pela UFJF, mestrado em Química Inorgânica também pela UFJF (2003) e doutorado em Química (Química Inorgânica) pela PUC-RJ (2008). Desenvolveu projeto de pós-doutorado no (CBPF). Tem experiência na área de Química Inorgânica, com ênfase em Química Bio-Inorgânica, atuando principalmente nos seguintes temas: síntese e caracterização de compostos de coordenação.
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2022
5° encontro - Cianotipia
No encontro do dia 09/02/2022, tivemos a apresentação da Carolina Braun. Ela é uma artista visual e artista-docente em formação, possuindo mestrado em Memória Social com ênfase no diálogo entre memória, fotografia e teoria da imagem. Sua produção artística enfoca os processos fotográficos históricos do século XIX (em especial a Cianotipia e Goma Bicromatada), buscando experimentações em suportes diversos como o vidro, cerâmica, tecido e papéis; paralelamente, desenvolve atividades voltadas à pintura (têmpera e óleo) e à prática de cerâmica. Atualmente é graduanda de licenciatura na Faculdade Paulista de Artes.
Caso queira conhecer mais de seu trabalho siga ela em seu instagram: https://www.instagram.com/aescafandrista__/
| Carolina Braun |
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Cianotipia em camisa de linho~ |
terça-feira, 8 de fevereiro de 2022
Investigações indica: "Antotipia: processo de impressão fotográfica"
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2022
ANTOTIPIA, FITOTIPIA E CIANOTIPIA - 4º Encontro - 2022.1
No encontro do dia 02/02/2022, além das experimentações dos cursistas, também introduzimos uma nova técnica artesanal histórica da fotografia, a Cianotipia. Vejam um resumo do nosso encontro!
Investigações dos cursistas:
| Fitotipia da cursista |
| Antotipia da cursista Mel |
| Investigação da cursista Thais |
| Cursista Thais |
| Cursista Thais |
| Experimentação da cursista Sônia Oliveira |
| Antótipos do Mateus Carlos |
CIANOTIPIA
A cianotipia foi inventada em 1842, pelo cientista John Herschel (1792-1871). Ele descobriu que o sais férricos (Ferrocianeto de potássio junto com o Citrato Férrico Amoniacal de cristais verdes) produzem uma química fotossensível.
| Uma das páginas do caderno de pesquisa do John Herschel, mostrando anotações e investigações sobre o processo da Cianotipia. |
John Herschel apresentou a presente técnica a botânica Anna Atkins, que utilizou para catalogar espécies de algas. Esse inventario de plantas é considerado o primeiro livro fotográfico da história (Photographs of British Algae: Cyanotype Impressions - 1843) .
Todos os textos e imagens foram retirados do site: http://meghannriepenhoff.com/
ATIVIDADE:
Façam a sua cianotipia e tragam o resultado na próxima aula !
O passo-a-passo para executar a técnica está neste outro post no blog do projeto :http://investigacoesfotograficas.blogspot.com/2014/04/cianotipia-o-registro-da-luz-quimica.html
quinta-feira, 27 de janeiro de 2022
FITOTIPIA - ainda sobre o 3º Encontro - 2022.1
FITOTIPIA - A ARTE COMO REFERÊNCIA
No encontro de 26 de janeiro apresentamos alguns artistas que se utilizam da fotossíntese nos seus processos de criação.
Primeiro apresentamos os artistas visuais britânicos Heather Ackroyd & Dan Harvey, que cruzam arte, ativismo, arquitetura, biologia, ecologia e história em seus trabalhos. Possuem um trabalho fotográfico multipremiado, no qual se utilizam da superfície altamente sensível à luz de lâminas de mudas de grama criando uma forma única de fotografia, imprimindo imagens complexas no material vivo através da produção controlada de clorofila.
Ackroyd&Harvey. Banhistas, 2000.
“As obras de Paradise Now investigam questões e preocupações urgentes desencadeadas pela modificação das células humanas, da natureza e dos alimentos, e oferecem aos espectadores a oportunidade de prestar mais atenção aos avanços dramáticos da ciência e refletir sobre as fronteiras entre a ciência e a imaginação humana”. (Extrato do catálogo Paradise Now )
“Banhos de sol: na praia de Aberystwyth duas figuras reclinadas emergem da grama e se fundem nela, ao mesmo tempo fixas e efêmeras. Subvertendo nossa ideia de tomar sol no jardim, esses banhistas estão literalmente 'dentro' de um prado. Os seixos em que se deitam, transformando-se em folhas de grama, recuam na distância para se metamorfosear em constelações. As pessoas 'tornaram-se' paisagem, as pedras 'tornaram-se' céu.” (Extrato de A Potent Art de Leslie Forbes do catálogo Sunbathers)
Ackroyd&Harvey. Testamento. Hangar Bicocca, Milan, 2011 |
Nos últimos dez anos, Heather Ackroyd e Dan Harvey têm usado a grama como um meio fotográfico vivo. (...) Explorando a sensibilidade à luz da grama jovem em crescimento, eles imprimem imagens fotográficas na grama cultivada verticalmente, de modo que a imagem fique no comprimento da lâmina, em vez de dispersa nas pontas. À medida que a grama cresce, a imagem fica mais nítida. Quanto mais longe você estiver da imagem, maior será a resolução – mais distinta ela será. Mas o tempo, é claro, está embutido na fragilidade dessas aparições de clorofila. Sabemos que a imagem vai desaparecer, a grama vai amarelar e morrer. O desaparecimento gradual da visão da imagem, da memória, da vida, está implícito no que estamos olhando. [Extrato do texto Passing Presence, de Tracey Warr, disponível em https://www.ackroydandharvey.com/testament/ ]
"Em 1975-79, quase 2 milhões de pessoas perderam suas vidas por assassinato e fome quando o Khmer Vermelho forçou a população urbana a ir para o campo para cumprir seu ideal de uma sociedade agrária. O Khmer Vermelho - organizado por seu líder Pol Pot - prendeu, torturou e acabou executando qualquer pessoa suspeita de pertencer a várias categorias de supostos "inimigos", como estrangeiros de etnia vietnamita. Em uma Prisão de Segurança de codinome S-21, que já foi uma escola, 14.000 homens, mulheres e crianças foram torturados e mortos. Seu testemunho foi meticulosamente documentado para justificar sua execução. Quando o Camboja foi libertado pelos vietnamitas em 1979, apenas uma dúzia sobreviveu ao S-21.
Ao visitar este museu, documentei grande parte do interior. Vaguei pelos quartos e corredores e imaginei o horror acontecendo na minha frente. Como parte do depoimento das vítimas, foram feitas fotografias delas. Hoje, o que resta da memória dessas pessoas são salas e salas desses retratos. Os retratos são testemunhas da história e falam conosco, nos responsabilizando. Para honrar essas vidas, fiz altares dos mortos — um lugar onde podemos meditar sobre a história, o momento presente e nossa própria mortalidade. Acredito que mesmo diante da verdade de que um dia morreremos, podemos viver uma vida boa e fazer o bem aos outros."
Outro trabalho do artista - IMORTALIDADE: OS REMANESCENTES DA GUERRA - aborda a Guerra do Vietnã. Para o artista:
“As imagens da guerra fazem parte das folhas, e vivem dentro e fora delas. As folhas expressam o continuum da guerra. Eles contêm os resíduos da Guerra do Vietnã: bombas, sangue, suor, lágrimas e metais. Os mortos foram incorporados à paisagem do Vietnã durante os ciclos de nascimento, vida e morte; através da reciclagem e transformação de materiais e da criação de novos materiais. Como a matéria não é criada nem destruída, mas apenas transformada, os resquícios do Vietnã e da Guerra Americana vivem para sempre na paisagem vietnamita.”
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